A feminização da educação e a ocupação dos espaços de poder na escola: a força do discurso sexista

de Freitas, Olga Cristina Rocha
Abstract:
Este trabalho busca demonstrar a força do discurso sexista, hegemônico, impregnado no comportamento e atitudes femininos, em especial no que diz respeito à ocupação dos espaços de poder na gestão pública. A pesquisa, de metodologia quali-quanti, foi realizada a partir da análise dos resultados finais das eleições diretas para os cargos diretivos das escolas públicas do Distrito Federal, no ano de 2013. Os resultados mostraram que, mesmo sendo maioria do eleitorado e do grupo passível de candidatura, as mulheres delegaram aos homens a ocupação dos cargos de gestão, principalmente nas unidades escolares que atuam com estudantes em faixa etária maior que as da primeira e segunda infâncias. As mulheres foram maioria apenas na gestão das escolas de educação infantil e anos iniciais, etapa em que as crianças inspiram mais cuidados, reforçando que o espaço da mulher é análogo ao da maternidade e dos cuidados com os filhos e, por isso, incompatível com o universo da gestão, historicamente masculino. Ficou demonstrada a naturalização do sexismo no repertório feminino, ao delegarem aos homens a ocupação dos cargos máximos do poder na escola, o que, também, demonstra o baixo alcance das políticas públicas e ações afirmativas de empoderamento da mulher, no próprio universo feminino. Estes resultados alertam para uma reorientação do discurso dessas políticas e ações, no sentido de alcançarem mais diretamente as mulheres.
Área(s) temática(s):
Año:
2016
Tipo de publicación:
Paper/Extenso Congresos GIGAPP
Número:
2016-311
Serie:
VII Congreso Internacional en Gobierno, Administración y Politicas Públicas. GIGAPP 03-05 octubre 2016.
Dirección:
Madrid, España
Organización:
GIGAPP. Asociación Grupo de Investigacion en Gobierno, Administración y Políticas Públicas
Mes:
Octubre
Comentarios:
Esta pesquisa originou o projeto de tese do meu doutorado, em curso.
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